NT 2023.0004609 Órtese Craniana - NATJUS TJMG
Carregando...
Data
2023-10-23
Autores
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Resumo
A plagiocefalia deformacional não é uma enfermidade progressiva
como a craniossinostose . A plagiocefalia não sinostótica/posicional é uma
distorção mecânica que se corrige à medida que a criança cresce. A terapia
ortótica constitui-se em uma modalidade terapêutica segura e eficaz quando
bem indicada. Porém, não se constitui na única alternativa ou em uma
alternativa necessária para todos os pacientes com plagiocefalia posicional.
O tratamento conservador dessa condição requer o esforço conjunto dos pais e dos profissionais, para o diagnóstico precoce da assimetria e
identificação se há associação com torcicolo congênito, o que possibilita a
definição das medidas a serem adotadas, pois, na maioria dos casos,
estimulando e aderindo às manobras de reposicionamento, é possível corrigir
a assimetria com tratamento conservador e de baixo custo.
Não foram identificados elementos técnicos objetivos que permitam
afirmar a necessidade / imprescindibilidade de uso específico da órtese
craniana externa requerida, como única possibilidade de tratamento
conservador para a criança.
Além do fato de que as órteses cranianas estão indicadas para casos
selecionados, faltam evidências de alta qualidade que demonstrem a eficácia
das mesmas em comparação com a terapia de reposicionamento e a
fisioterapia. No momento não existe evidência na literatura técnico-científica,
de real benefício do uso da órtese craniana externa no manejo da
plagiocefalia / braquicefalia posicionais.
A história natural é de melhora da deformidade a longo prazo, com
resolução espontânea na grande maioria dos casos. Tampouco existe
evidência atual na literatura de que a deformidade leve à consequente
impacto / atraso no desenvolvimento neuropsicomotor. Portanto, não há
elementos técnicos suficientes para sustentar a alegação de
imprescindibilidade da indicação da órtese pleiteada.
Não ficou demonstrada a presença de plagiocefalia e/ou braquicefalia
posicional grave com deficit funcional secundário e/ou refratariedade à
medidas / manobras de reposicionamento, osteopatia e fisioterapia
porventura adotadas previamente.
Não foram identificados elementos técnicos, tampouco evidência
científica que corrobore com imprescindibilidade de uso complementar da
órtese craniana para plagiocefalia posicional leve.