NT 2387 2021 - cirurgia corretiva - diástase - reconstrução mamária dermolipectomia - NATJUS TJMG
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Data
2021-08-26
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Resumo
trata-se de paciente de 29 anos, submetida a cirurgia
bariátrica pela UNIMED em 2017, resultando em perda ponderal de 39
Kg. Evoluiu com grande lipodistrófica das coxas, abdome e membros
inferiores, diástase dos retos abdominais e hérnia umbilical. Apresenta
limitação física pelo excesso de pele, dermatite por fungos, com
prurido, odor e assaduras, além de baixa autoestima. Uso icaden,
hometasona, bepantol e cintas sem melhora das áreas de intertrigo.
Necessita de cirurgia corretiva de dermolipectomia
abdominal/tratamento de diástase dos retos abdominais, hernioplastia
umbilical, reconstrução mamária com uso de próteses,
dermolipectomia dos membros inferiores coxoplastia, para melhora do
seu bem estar fisíco, psíquico e social. O tratamento requerido, segundo a literatura, não tem caracter de
urgência, nem tem indicação clínica exclusiva para proteção à saúde,
assim caso não ocorra não resultará em dano/sequela a paciente, o que
demonstra sua não imprescindíbilidade. Tão pouco é critério de cura
para lesões de pele como infecções cutâneas. Embora a cirurgia
plástica reparadora pós bariátrica possa melhorar o contorno corporal,
ela não resultará em uma forma corporal perfeita, assim muitos pacientes (cerca de 33%), apresentam índice de insatisfação com o
contorno. Assim, fica claro que também, não é critério para tratamento
de distúrbio de comportamento, tão pouco em pacientes, como a do
caso em tela, que já apresentam previamente tais distúrbios, como
depressão, ansiedade e necessidade de intervenção medicamentosa.
Deve ser antecedido de avaliação criteriosa da presença de estabilidade
ponderal e de condições clínicas, psicológicas e nutricionais
adequadas, assim como a presença de modificações dos hábitos de
vida que resulta em correção de muitos dos problemas estéticos e de
recidivas da obesidade. Só deve ser indicada 2 anos após a cirurgia
bariátrica, quando ocorre a estabilização do peso em IMC abaixo de 30,
ou se há sobra de pele e excesso gorduroso que prejudicam em muito
a locomoção do paciente, ou trazem prejuízo a coluna, o que não
parece ser o caso.
As cirurgias de abdominoplastia e hernioplastia umbilical
indicadas no caso, são cirurgias com cobertura obrigatória pela ANS e
estão prevista na tabela de procedimentos da UNIMED.
Descrição
Palavras-chave
cirurgia corretiva de dermolipectomia abdominal/tratamento de diástase dos retos abdominais, reconstrução mamária com uso de próteses, dermolipectomia dos membros inferiores coxoplastia, lipodistrófica das coxas, abdome e membros inferiores, diástase dos retos abdominais e hérnia umbilical