NT 2025.0007037 Órtese craniana - NATJUS TJMG
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Data
2025-01-10
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Resumo
O tratamento ortopédico para crianças pode ser iniciado após os seis
meses de idade, mas iniciar o tratamento em uma idade mais avançada pode
resultar em menor sucesso terapêutico. A intervenção cirúrgica pode ser
necessária se houver problemas estéticos ou funcionais que não melhorem
com outros tratamentos. A idade de início do tratamento deve ser precoce,
pois isso resultará em maior eficácia e menor taxa de piora. Mais pesquisas
são necessárias sobre o tratamento fisioterapêutico e seus resultados.43
Nos Estados Unidos, a American Academy of Pediatrics (AAP); no Reino
Unido, a NHS (National Health Service); no Canadá, a Canadian Paediatric
Society, priorizam a modificação postural e não recomendam o uso de órteses
cranianas de forma rotineira para o tratamento da plagiocefalia posicional.
Essas instituições defendem que, para a maioria dos casos, mudanças
posturais e o uso de terapia física são suficientes para corrigir as assimetrias.
O tratamento conservador é considerado a primeira linha de tratamento,
constituindo-se nas abordagens preferenciais, exceto em situações de
refratariedade ou quando há associação com fatores estéticos e/ou funcionais
significativos.
O uso da órtese craniana torna-se imprescindível quando a assimetria
craniana é grave, persistente, não responde ao tratamento conservador ou
quando a estética e funcionalidade do crânio estão comprometidas. A
avaliação multidisciplinar especializada da necessidade do uso da órtese
craniana deve sempre ser feita com base em uma combinação de fatores
clínicos e técnicos.
No caso em tela, não ficou demonstrada refratariedade às medidas /
manobras de reposicionamento. Não foi identificada a presença de fatores
clínicos que combinados à assimetria, permitam afirmar imprescindibilidade
do uso da órtese craniana.