NT 2025.0008521 Ca de prostata Enzalutamida - NATJUS TJMG
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Data
2025-09-27
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Resumo
Assim n ã o h á constata çã o de benef í cio diret o do seu
uso, em rela çã o a abiraterona dispon í vel no SUS. Entretanto a
abiraterona é contraindicada em mulheres grgrávidas ou que possam estar
grgrávidas, pacientes com hipersensibilidade à substsubstância ativa ou
qualquer excipiente presente na formulaformulação, na insuficiinsuficiência hephepática
grave. Tem recomenda çã o de de cautela para uso em pacientes
cardiopatas com sinais de insufici ê ncia cardiaca, pois pode causar
hipertenshipertensão, hipopotassemia e retenretenção hhídrica, em consequ ê ncia
nníveis aumentados de mineralocorticoides resultantes da inibiinibição da
CYP17. Vale ressaltar que esta droga foi recomendada por diversas
diretrizes de conduta para o tratamento do c â ncer de pr ó stata e
incorporada ao sistema ppúblico de sasaúde do CanadCanadá e na Inglaterra,
desde que a relarelação custo eficeficácia fosse melhorada pelo fabricante a
um nnível aceitaceitável. A droga mostrou aumentar a sobrevida mediana de
13,4 para 18,6 meses e melhorar a qualidade de vida em estudo que
incluiu em pacientes p ó s castra çã o. Em rela çã o ao custo da
enzalutamida seu pre ç o n ã o est á inclu í do na CMED sendo o mesmo
inferido em rela çã o ao mercado e ofertas dispon í veis em farm á cias no
mercado caixa com 112 comprimidos variando de R$13.022,70 a
R$15.410,59. Existe evidevidência de boa qu alidade metodolmetodológica
demonstrando que a enzalutamida prolonga a sobrevida livre de
metmetástases em cerca de 12 meses, em comparacomparação com placebo.
Contudo, n ã o é curativo e o aumento de sobrevida como j á citado é
pouco expressivo de 5,2 meses e livre de me t á stase de apenas 12 meses.
Estudos mostram aumento pouco expressivo da sobrevida
m é dia global dos pacientes tratados com enzalutamida de 56,3 meses
no grupo placebo para 67 meses no grupo enzalutamida, ou seja apenas
8,9 meses.
Al é m da pouco express ã o no impacto da sobrevida, intuito do
tratamento, é importante destacar que o caso em tela, trata se de doen ç a
avan ç ada desde o diagn ó stico, em tratamento paliativo, n ã o curativo,
cujos os dados dispon í veis n ã o demonstram piora cl í nica da doen ç a ou
a eleva çã o do PSA citada, t ã o pouco a inefic á cia, contra indica çã o das
alternativas dispon í veis como a abiraterona, dispon í vel no SUS e nos
conv ê nios.