NT 2023.0003915 GIST Imatinibe - NATJUS TJMG
Carregando...
Data
2024-12-03
Autores
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Resumo
A maioria dos GIST tem potencial de malignidade e o risco de
metástases aumenta nas lesões maiores que 2 cm, não gástricas e com
índices de mitoses maior que 5 por 50 campos de grande aumento,
sendo difícil prever quais as lesões são malignas e quais são benignas
antes de sua ressecção. O tratamento cirúrgico do GIST localizado é o
padrão-ouro da terapêutica e indicado para lesões de 2 ou mais cm de
tamanho, lesões sintomáticas ou com bordas endurecidas e ecos não
homogêneas à ecoendoscopia.
Mesmo com a ressecção cirúrgica completa o índice de
recorrência da doença é de 50% em 5 anos. Assim a terapia adjuvante
com inibidor de tirosinakinase, o Imatinibe, capaz de retardar a
recorrência e prolongar a sobrevida, é indicada para todos os pacientes
de risco de recorrência por um período de pelo menos 1 ano. O Imatinibe
como terapia neoadjuvante deve ser considerado nos pacientes com
doença localizada com risco cirúrgico elevado devido a comorbidades,
localização e tamanho do tumor. Os locais mais comuns de metástase
são o fígado e peritôneo. Os GIST metastáticos sem indicação cirúrgica
são agressivos e apresentam prognóstico ruim. Nesta situação até 85%
dos caso podem apresentar controle da doença com Imatinibe e
sobrevida de média de quase 5 anos.
O medicamento Imatinibe está listado no Rol de Procedimentos e
Eventos em Saúde da ANS para o tratamento do GIST irressecável ou
metastático e como tratamento adjuvante de casos ressecados de alto
risco. No SUS o PCDT em Oncologia e do Estroma Gastrointestinal
recomenda o uso do Imatinibe, em pacientes com GIST metastático sem
indicação cirúrgica com controle da doença.
Assim o tratamento com Imatinibe é indicado na doença
recidivada como no caso, sendo fornecido pelo SUS de acordo com o
PCDT do o Tumor do Estroma Gastrointestinal. O imatinibe deve ser
dispensado pelo hospital com atendimento de CACON e/ou UNACON
com habilitação da União, ou seja de responsabilidade administrativa da
União. O tratamento com Imatinibe é capaz de retardar a recorrência e
prolongar a sobrevida. Não informações quanto as alternativas
terapêuticas atualmente disponíveis no SUS usadas no caso.