NT 2025.0008676 Osteoporose, fibromialgia Denosumabe - NATJUS TJMG
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Data
2025-10-11
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Resumo
trata se de 73 anos, com quadro de fibromialgia e
osteoporose densitometria de muito alto risco, refrat á ria ao uso de
bifosfonatos. Diagn ó stico de baixa massa ó ssea em 2019, iniciando
tratamento Apresentou intoler â ncia ao alendronato e sem reposta ao
risendronato. Ap ó s 5 anos de uso de bifosfonato DMO Tscore de coluna
lombar 4,1 de colo de femur 3,3 e de f ê mur total 3,6, configurando
muito alto risco de fraturas (exames anteriores 2019 Tscore L1 L4 --, CF
3,2 e FT 3,2 e 2022 L1 L4 3, CF 2,8 e FT 3,2) Sem his t ó rico de fraturas.
Diante do alto risco de fraturas, h á indica çã o de medica çã o mais potente
denosumabe 1 seringa a cada 6 meses uso cont í nuo, para ganho de
massa ó ssea e preven çã o de fraturas Negativa da Secretaria Estadual
de Sa ú de em 01/2025, sob aleg a çã o que o medicamento foi apreciado
pela Conitec, que deliberou por sua n ã o incorpora çã o ao SUS, sendo
assim n ã o é fornecido pelo SUS.trata se de 73 anos, com quadro de fibromialgia e
osteoporose densitometria de muito alto risco, refrat á ria ao uso de
bifosfonatos. Diagn ó stico de baixa massa ó ssea em 2019, iniciando
tratamento Apresentou intoler â ncia ao alendronato e sem reposta ao
risendronato. Ap ó s 5 anos de uso de bifosfonato DMO Tscore de coluna
lombar 4,1 de colo de femur 3,3 e de f ê mur total 3,6, configurando
muito alto risco de fraturas (exames anteriores 2019 Tscore L1 L4 --, CF
3,2 e FT 3,2 e 2022 L1 L4 3, CF 2,8 e FT 3,2) Sem his t ó rico de fraturas.
Diante do alto risco de fraturas, h á indica çã o de medica çã o mais potente
denosumabe 1 seringa a cada 6 meses uso cont í nuo, para ganho de
massa ó ssea e preven çã o de fraturas Negativa da Secretaria Estadual
de Sa ú de em 01/2025, sob aleg a çã o que o medicamento foi apreciado
pela Conitec, que deliberou por sua n ã o incorpora çã o ao SUS, sendo
assim n ã o é fornecido pelo SUS. A CONITEC demonstrou que h á impossibilidade de
identificar razrazão de custo efetividade incremental de denosumabe, uma
vez que nnão foi identificado modelo robusto que permitisse predizer
incidincidência de fraturas a partir da mudanmudança da densidade mineral óssea;
impossibilidade de identificar a eficieficiência dos tratamentos, considerando
switch; ausausência de ajuste da eficeficácia em funfunção da idade; valores de
utilidade utilizados na avaliaavaliação de custo utilidade ssão internacionais e para populapopulação com osteoporose majoritariamente sem fraturas
prevalentes no baseline; estimativas de proporproporção de utilizautilização de
recursos foram obtidas de estudos internacionais pela ausausência destes
dados no Brasil.
Entretanto, conforme as determina çõ es do PCDT da osteoporose
esta paciente se enquadra parcialmente nos crit é rios eleg í veis para
receber o romosozumabe, idade maior que 70 anos, muito alto risco de
fratura e que mostraram falha com uso do bifosfonatos, definida como
a ocorr ê ncia de duas ou mais fraturas ap ó s ter utilizado outros
medicamentos dispon í veis no SUS, o que n ã o o correu neste caso.
Assim as evid ê ncias de falha do bifosfonatos precisam ser melhor
documentadas, j á que os exames de 2019 a 2022, mostram melhora e
estabiliza çã o da DMO.