2025.0007518 E 8017 (REPETIDAS) Venvanse e Montelucaste NATJUS TJMG

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2026-03-30
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Resumo
Aqui está o resumo executivo dos dois textos, organizado de forma clara e profissional: Resumo do Caso Clínico e Análise Técnica Paciente: 6 anos, diagnóstico de TDAH (Tipo Combinado). Quadro: Sintomas desde os 3 anos, incluindo desatenção severa, hiperatividade, impulsividade, comportamento opositor/agressivo e atraso pedagógico (necessitando de PDI). 1. Plano de Tratamento Proposto Multidisciplinar: Psicologia e Psicopedagogia. Medicamentoso: Venvanse (30mg), Aristab (1mg) e Montelucaste (4mg). 2. Análise dos Fármacos e Riscos (NATJUS) A nota técnica aponta preocupações críticas sobre a segurança e a indicação das drogas prescritas: Aristab® (Aripiprazol): É um antipsicótico usado de forma off-label (fora da bula) para TDAH. Possui riscos de efeitos extrapiramidais, ganho de peso e diabetes, sendo as crianças o grupo mais vulnerável a esses danos. Montelucaste: Indicado para asma, não possui indicação para TDAH. Seu uso é alarmante neste caso pois pode causar efeitos colaterais neuropsiquiátricos graves, como agressividade, alucinações, depressão e pensamentos suicidas, podendo agravar o quadro do paciente. 3. Considerações Jurídico-Administrativas Ausência no SUS: O Aripiprazol e o Montelucaste não são fornecidos pelo SUS. Falha de Protocolo: Não há evidências de que o paciente tenha tentado ou apresentado falha terapêutica com os medicamentos já disponíveis na rede pública antes de recorrer a estas opções de alto risco e sem indicação formal para TDAH. Conclusão: O tratamento atual utiliza medicações sem indicação específica para o diagnóstico (off-label) e que apresentam riscos de efeitos colaterais comportamentais graves, sem a prévia tentativa das alternativas oferecidas pelo sistema público.
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