NT 2025.0008169 Blefaroplastia - NATJUS TJMG

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2025-08-04
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Resumo
Conforme a documentação apresentada trata se de paciente com diagnóstico de dermatocalaze bilateral importante, com prejuízo funcional dificuldade para enxergar, diplopia esporadicamente). Foi indi cada a realização de cirurgia de blefaroplastia bilateral superior. A avaliação do prejuízo funcional causado por dermatocalaze ou blefarocalaze envolve uma combinação de exame clínico, testes oftalmológicos objetivos e o relato subjetivo do paciente. No caso concreto, não foi apresentado nenhum resultado objetivo de avaliação funcional. A blefaroplastia não é um procedimento obrigatoriamente coberto pelos planos de saúde, pois não consta no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No entanto, em muitos casos a ble faroplastia é considerada um procedimento cirúrgico reparador, com finalidade primariamente funcional. Existem critérios objetivos que permitem avaliar a finalidade do procedimento em cada caso. Revisão sistemática com o objetivo de identificar e sintetizar as evidências científicas disponíveis, sobre as principais indicações clínicas e os benefícios funcionais e estéticos associados à realização da blefaroplastia, concluiu que: “ Concluiu se, com base na análise dos estudos, que a blefaroplastia se configurou como um procedimento cirúrgico com sólidas indicações clínicas, capaz de proporcionar benefícios estéticos e funcionais substanciais e duradouros. A seleção criteriosa dos pacientes e a técnica cirúrgica adequada foram determinantes para otimiz ar os resultados e assegurar a satisfação e a melhora na qualidade de vida dos indivíduos submetidos ao procedimento 3 Estudo que avaliou as indicações funcionais para cirurgia de ptose palpebral superior e blefaroplastia , concluiu que: O reparo da ble faroptose e da dermatocalase da pálpebra superior proporciona melhora significativa na visão, na visão periférica e na qualidade de vida. Os indicadores pré operatórios de melhora incluem distância reflexa marginal 1 (MRD(1)) de 2 mm ou menos, perda do cam po visual superior de pelo menos 12 graus ou 24%, ptose do olhar para baixo, prejudicando a leitura e outras atividades de trabalho de perto, inclinação da cabeça para trás com o queixo erguido devido a obscurecimento do eixo visual, sintomas de desconfort o ou cansaço visual devido à queda das pálpebras, interferência visual central devido à posição da pálpebra superior e comprometimento funcional relatado pelo próprio paciente.
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