NT 2023.0003602 Aripiprazol + Fluvoxamina - NATJUS TJMG
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Data
2023-08-01
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Resumo
Os ISRSs classe de medicamentos antidepressivos que inclui os
inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), como fluoxetina,
sertralina, fluvoxamina, paroxetina, citalopram ou escitalopram e os não
seletivos, como clomipramina (tricíclico), nas doses mais altas recomendadas
ou toleráveis por 8 a 12 semanas, continuam sendo o tratamento
farmacológico de primeira linha para o TOC adulto.
Estratégias de potencialização farmacológica para TOC resistente a
ISRS incluem baixas doses de risperidona ou aripiprazol.
O protocolo Qualidade da Assistência ao Paciente com Transtorno
Obsessivo-Compulsivo de junho/2022, do hospital universitário Walter
Cantídio da Universidade Federal do Ceará, sugere o algoritmo de tratamento
abaixo transcrito:
1. Monoterapia com inibidor seletivo de recaptação de serotonina (ISRS) até
doses máximas toleradas e por tempo adequado.
2. Troca por outro ISRS.
3. Troca do ISRS por clomipramina.
4. Associação de ISRS com clomipramina.
5. Potencialização com antipsicóticos.
6. Outras estratégias de potencialização.
O atual tratamento farmacológico do paciente contempla a combinação
do uso de “Clo” (clomipramina) e ISRS (fluvoxamina) + potencialização com o
uso de antipsicótico atípico (aripiprazol).
Considerando que não há evidência de superioridade entre os ISRSs
individuais, não ficou demonstrada imprescindibilidade de uso específicos dos
fármacos requeridos em detrimento das alternativas farmacológicas
regularmente disponíveis na rede pública, para a mesma finalidade
terapêutica pretendida, quais sejam: a fluvoxamina em detrimento da fluoxetina (ISRS), e o aripiprazol em detrimento da risperidona (antipsicótico
atípico).