NT 2023.0003748 Pos bariátrica Cirurgia reparadora - NATJUS TJMG
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Data
2023-09-04
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Resumo
O tratamento requerido, segundo a literatura, não tem caracter de emergência ou urgência, é considerado eletivo, estético, sem indicação clínica exclusiva para proteção à saúde. Não é imprescindível e caso não ocorra, não resultará em dano/sequela a paciente. Uma fez realizado impede perícia técnica para avaliação da natureza da indicação do procedimento se estético ou funcional. Não é critério de cura para lesões de pele como dermatites. Embora possa melhorar o contorno corporal, não resultará em forma corporal perfeita e nem plena satisfação do paciente (33% de insatisfação com o contorno corporal). A literatura mostra que a insatisfação corporal inicial não se correlaciona com o humor e que o contorno corporal pode melhorar a imagem corporal, mas produz insatisfação com outras partes do corpo, sugerindo que, à medida que os pacientes se aproximam de seu ideal, esses ideais podem mudar. Sendo cirurgia plástica estética, pode não gerar os resultados esperados. Tão pouco é critério de tratamento de distúrbio de comportamento. Deve ser antecedida de avaliação criteriosa por equipe multidisciplinar responsável pelo manejo e motivação de novos hábitos, presença de estabilidade ponderal e condições psicológicas, clínicas e nutricionais adequadas, para correção de problemas estéticos e de recidiva. Os benefícios obtidos para a saúde da paciente com a gastroplastia foram alcançados de modo efetivo e expressivo com a perda de maciça de peso (106 quilos). Embora exista evidências de benefícios da cirurgia reparadora pós cirurgia bariátrica, os dados são inconsistentes em relação às escalas de qualidade de vida (QoL) e faltam análises de longo prazo. A ANS prevê o procedimento de abdominoplastia nos casos abdome em avental decorrente de grande perda ponderal pelo tratamento da obesidade, associado a uma ou mais das complicações: candidíase de repetição, infecções bacterianas devido às escoriações pelo atrito, odor, hérnias, esta última não comprovada no caso conforme US de parede abdominal e que tenham obtido a estabilização do peso no IMC < 30, decorridos 2 anos após a cirurgia bariátrica. Vale ressaltar que apesar da negativa da abdominoplastia pela perícia técnica da operadora de saúde do procedimento de abdominoplastia, sob a alegação de que o retalho dermogorduroso não encobre a região pubiana, não há como desconsiderar que tamanha perda de peso (106 quilos), gere lipodistrofia e flacidez abdominal com por acúmulo de gordura/pele no abdome inferior e ao redor do umbigo, forma pendular do abdome, ainda que não muito importante, mesmo que não haja pele dobrada sobre o púbis, conforme sugerido nas fotos, gerando odor e infecções bacterianas nas dobras.