NT 2024.0006213 Desensibilização picada de abelha Imunoterapia - NATJUS TJMG
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Data
2024-09-12
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Resumo
O tratamento envolve uso de medidas medicamentosas e não
medicamentosas, sendo importantíssimo a exclusão ou diminuição da
exposição aos agentes alérgenos. Há evidências que suportam que a
educação e a autogestão do cuidado reduz a morbidade em crianças e
adultos. O tratamento medicamentoso inclui o uso de drogas anti histamínicas, anti-inflamatórias e terapia alvo como no caso da asma. A
IT representa uma das opções de tratamento contra alergias.
A terapia fundamenta-se na administração de diversas doses,
gradativas e cada vez mais concentradas, de extratos de alérgenos,
aplicadas em intervalos regulares durante um longo período 3 a 5 anos,
até encontrar a tolerância clínica desses causadores de alergias em
pacientes hipersensíveis, de forma a reduzir a sintomatologia após a
exposição a determinado alérgeno.
Uma das principais limitações para o sucesso do tratamento com a
imunoterapia é o fato de que, normalmente, os pacientes hipersensíveis
costumam ser alérgicos a mais de um tipo de substância, dificultando, assim,
a identificação do alérgeno candidato à vacina. Além disso a adesão do
paciente ao regime de tratamento pode ser a diferença entre o sucesso e
o fracasso do tratamento, pois todo tratamento que necessita de longos
prazos está sujeito a altas taxas de abandono.
A IT envolve a administração de alérgeno padronizado específico
em um esquema de tratamento que assegure que uma quantidade adequada
do alérgeno é injetado de acordo com um protocolo reconhecido. Atua
no sistema imune com o principal objetivo de diminuir o grau de
sensibilização a determinadas substâncias e, assim, leva a inibição das
reações, por meio de dessensibilização. Tem se mostrado eficaz para a
profilaxia de doença mediada por IgE atópica. Entretanto, tanto no SUS
e como na Saúde Suplementar não existem previsão específica para
tratamento da alergia a picada de insetos e nem registro na ANVISA
destas vacinas já que não são padronizadas. Na ANS existe o
procedimento Imunoterapia específica 30 dias, planejamento técnico.
Para o planejamento técnico da imunoterapia alérgeno-específica, o
médico responsável deve analisar dados de história clínica, exame
físico e exames complementares, bem como se certificar da existência de
comprovação científica do possível benefício da imunoterapia para cada
indicação clínica. Tal procedimento prevê imunoterapia específica como
tratamento de doenças alérgicas, com base numa vacina de alérgenos,
os mesmos que causam a alergia em questão, para elevar a imunidade do
indivíduo para que este apresente menos sensibilidade a certas
substâncias.
Este tipo de tratamento não é urgente, haja visto que a própria
história clínica do paciente relata que desde os 9 anos de idade, hoje
com 42 anos, apresenta este quadro. Entretanto dado a situação nos
quais o paciente não consegue evitar exposição aos alérgenos e em
situações em que não haja resposta adequada ao tratamento
farmacológico e nos pacientes que apresentam anafilaxia por veneno de
picadas de insetos torna-se a terapia recomendada. Existem outros
tratamentos eficientes para o caso, que sejam menos custosos e/ou
disponibilizados com mais facilidade pelos serviços de saúde. O tratamento
envolve uso de medidas medicamentosas e não medicamentosas,
sendo importantíssimo a exclusão ou diminuição da exposição aos
agentes alérgenos. Há evidências que suportam que a educação e a
autogestão do cuidado reduz a morbidade em crianças e adultos. O
tratamento medicamentoso inclui o uso de drogas anti-histamínicas,
anti-inflamatórias e terapia alvo como no caso da asma. A IT representa
uma das opções de tratamento contra alergias.