NT 2024.0006664 Síndrome mielodisplásica Decitabina - NATJUS TJMG

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2024-10-18
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Resumo
Não há estudos clínicos randomizados fase III que tenham demonstrado que benefícios da decitabina no tratamento de pacientes com SMD de baixo risco, como o risco do paciente em tela. Os principais estudos que fundamentam o uso de decitabina são retrospectivos com pequeno número de casos e objetivaram avaliar o possível benefício do tratamento sequencial com hipometilantes para tratar SMD de alto risco e seus resultados não são tão animadores. Tais estudos demonstraram efeito da mesma na não demonstram aumento significativo na sobrevida global e sobrevida livre de progressão (inexpressiva e 3,6 meses respetivamente), mas com uma melhora nos escores de qualidade de vida. Em comparação ao melhor tratamento de suporte em pacientes com 60 anos ou mais e não elegíveis a quimioterapia, de risco intermediário 2 ou alto de IPSS, houve aumento apenas de 1,6 meses da sobrevida global, menor taxa de transformação leucêmica, melhor resposta parcial, melhora hematológica, mas com maiores taxas de neutropenia febril de grau 3 e 4 no grupo tratado com decitabina. Comparado indiretamente a Azacitidina e o Decitabina, a azacitidina teve melhores resultados na resposta parcial e melhora hematológica, sendo apenas a azacitidina capaz de mostrar melhorais na sobrevida global em relação a terapia de suporte. Não houve diferença entre os dois medicamentos em relação à resposta completa, independência da transfusão ou toxicidade hematológica de grau 3 e 4. Principalmente para pacientes de alto risco com idade acima de 75 anos, a azacitidina foi recomendada como tratamento de primeira linha por induzir melhor resposta global e maior sobrevida. O NICE, recomendou a azacitabina como opção de tratamento para adultos portadores de SMD, leucemia mielomonocítica crônica e LMA que não são elegíveis para o TCTH com condicionantes. No caso da Decitabina, tanto a NICE quanto CADTH não podem recomendar por não ter sido avaliada. No caso em tela paciente de 90 anos, com SMD, de baixo risco, sem indicação de TCTH, que já fez uso do hipometilante azacitabina, droga considerada superior a decitabina na SMD sem resposta favorável, o tratamento deve é não curativo, sendo assim paliativo. Considerando o custo benefício desta droga, o cuidado suportivo é importante neste caso e capaz de melhorar a qualidade de vida e prolongar a sobrevida. Assim, enfatizamos a necessidade de se estabelecer o melhor cuidado suportivo com objetivo de garantir a melhor qualidade de vida possível, a independência e autonomia da paciente além de prevenir possíveis eventos colaterais
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