NT 2024.0006433 - Cirurgia amputação MID - NATJUS TJMG
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Data
2024-09-16
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Resumo
Os dados sugerem uma alta progressiva no número de amputações e
desarticulações de membros inferiores no Brasil. O levantamento revela que
os dados acumulados em 2023 projetam esse ano como o pior da série
histórica iniciada em 2012. Elaborado a partir de informações disponíveis na
base de dados do Ministério da Saúde, o estudo também acende o alerta para
os cuidados voltados às doenças vasculares, como a síndrome do pé
diabético.4
Em números absolutos, os estados que mais executaram procedimentos
de amputações de membros inferiores no SUS em 2022 foram: São Paulo
(59.114), Minas Gerais (29.851), Rio de Janeiro (24.465), Bahia (24.395),
Pernambuco (18.523) e Rio Grande do Sul (16.269). Por outro lado, os estados
com o menor número de registros são Amapá (376), Roraima (398), Acre (688),
Tocantins (1.356) e Rondônia (1.606).4
A realidade do SUS é a de demanda maior que a capacidade
operacional, no entanto, a espera no caso concreto, tende ao agravamento,
com possibilidade de aumento do nível de amputação, e/ou disseminação do
foco infeccioso, desenvolvendo um quadro de sepse (conjunto de
manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção).
Conforme a documentação apresentada, o paciente possui vários
fatores de risco / comorbidades para desenvolvimento e agravamento da
doença arterial periférica; além de histórico recente de necessidade de
amputação transfemoral do membro inferior esquerdo por úlcera. O tratamento
clínico de suporte já foi instituído, no entanto, é imprescindível a instituição do
tratamento cirúrgico proposto, com a maior brevidade possível.
A priorização entre os pacientes que aguardam por cirurgia de
amputação em membros inferiores nos SUS, é uma questão estritamente
relacionada à gestão da saúde pública.