NT 2022.0003168 - TEA alimentaçao - NATJUS TJMG

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Data
2022-11-02
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Resumo
➢ Existem vários protocolos dietéticos sobre intervenções nutricionais para TEA, incluindo dietas sem glúten e caseína, cetogênicas e carboidratos específicos, bem como probióticos, ácidos graxos-poliinsaturados e suplementos dietéticos (vitaminas A , C, B6 e B12; magnésio e folato). ➢ Embora alguns autores relatem progresso nos sintomas associados ao autismo em indivíduos com Transtorno do Espectro Autista submetidos a intervenções nutricionais, há poucas evidências científicas que sustentem o uso de suplementos nutricionais ou terapias dietéticas em crianças e adolescentes com autismo. ➢ O transtorno do espectro do autismo (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento de base biológica, caracterizado por déficits persistentes na comunicação e interação social e padrões repetitivos e restritos de comportamento, interesses ou atividades. ➢ Os sintomas tornam-se aparentes quando as demandas sociais excedem as capacidades limitadas. A gravidade é determinada pela deficiência funcional e pode ser crítica na capacidade de acessar os serviços. ➢ Deficiência intelectual, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade e epilepsia são comuns em crianças com TEA. ➢ A patogênese do TEA não é completamente compreendida. O consenso geral é que o TEA é causado por fatores genéticos que alteram o desenvolvimento do cérebro, resultando no fenótipo neurocomportamental. Fatores ambientais e perinatais são responsáveis por poucos casos de TEA, mas podem modular fatores genéticos subjacentes. ➢ Trata-se de doença que patogênese não é completamente definida e dessa forma o tratamento também não é bem definido ➢ Programas intensivos de comportamento podem melhorar os sintomas básicos de TEA e comportamentos mal-adaptativos, mas não se deve esperar que levem a funções típicas ➢ Os programas intensivos de comportamento exigem alto grau de intervenção exemplo, 30 a 40 horas por semana de serviços intensivos individuais por dois ou mais anos e começando antes dos cinco anos de idade) para obter maiores ganhos. No entanto especialistas questionam custo/benefício de submeter criança ao excesso de terapias ➢ Na literatura não existem dados que comprovem a eficiência/ superioridade das terapias pleiteadas em comparação com os tratamentos convencionais ➢ Mais estudos são necessários para avaliar a eficácia e segurança do tratamento de neurodesenvolvimento para esse fim e, até lá, as evidências atuais não suportam seu uso rotineiro na prática. ➢ A conclusão definitiva sobre a eficácia e generalização de qualquer intervenção é muito improvável por causa da grande variação nas intervenções, grupos de controle, medidas de resultados, pequeno tamanho da amostra, pequeno número de estudos em metaanálise, sobreposição entre a intervenção e procedimentos de controle utilizados nos estudos incluídos ➢ Há uma necessidade urgente de especialistas em vários centros internacionais para padronizar conjuntamente uma intervenção de treinamento de pais para crianças com autismo e realizar um ECR em larga escala para avaliar sua eficácia clínica e econômica.
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Palavras-chave
Psiquiatra, especialista em TEA, Psicologia Intensiva no método Denver de Intervenção e/ou ABA; Fonoaudiologia no Método Linguagem e PROMPT; Terapia Ocupacional, no método Integração Sensorial, transtorno do espectro do autismo (TEA)
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