NT 2025.0009020 Ca de colon meta hepatica Oxalipaltina quimioembolização - NATJUS TJMG
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Data
2026-04-06
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Resumo
Este é um resumo do texto técnico sobre o tratamento do Câncer Colorretal Metastático (CCRm) com foco em metástases hepáticas:
Panorama Geral e Prognóstico
O CCRm possui um prognóstico reservado e o tratamento é predominantemente paliativo, visando o controle da doença e a sobrevida, já que a cura nem sempre é possível. A agressividade varia conforme o perfil do paciente e a biologia do tumor.
Diretrizes de Tratamento (SUS e ANS)
Quimioterapia Sistêmica: É a base do tratamento. Medicamentos como Cetuximabe ou Panitumumabe são restritos a pacientes com boa capacidade funcional (0 ou 1) e tumores com gene KRAS não mutado (selvagem).
Opções Cirúrgicas: A ressecção cirúrgica e a quimioterapia sistêmica continuam sendo a primeira linha. Pacientes que conseguem realizar a retirada das metástases no fígado podem atingir uma sobrevida global de até 71% em 5 anos.
Métodos Ablativos: Técnicas como radiofrequência e micro-ondas já estão incorporadas ao SUS para casos irressecáveis ou de alto risco cirúrgico.
Quimioterapia Intra-Arterial Hepática (HAIC)
A HAIC consiste na administração de drogas diretamente na artéria hepática para reduzir a toxicidade sistêmica e tentar converter tumores inoperáveis em operáveis.
Agentes: A floxuridina é a principal droga devido à sua farmacocinética, mas oxaliplatina e irinotecano também são usados.
Limitações: Apesar de promissora, a HAIC não está incorporada sistematicamente às diretrizes do SUS ou da Saúde Suplementar por falta de evidências definitivas de ganho em sobrevida global. Seu uso deve ser restrito a programas multidisciplinares.
Cuidados Paliativos
Para casos onde não há resposta aos tratamentos curativos, a recomendação da OMS e do texto é a integração precoce de cuidados paliativos.
Objetivo: Foco na qualidade de vida, alívio da dor e suporte psicossocial/espiritual para o paciente e família.
Benefícios: Redução do tempo de hospitalização e uso racional de recursos.
Acesso: Disponível no SUS via "Programa Melhor em Casa" e na Saúde Suplementar por serviços de atenção domiciliar (Home Care).