2025.0007259 - Paralisia Cerebral - NATJUS TJMG
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Data
2026-02-02
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Resumo
✔ A flunarizina é o agente mais amplamente utilizado e mais bem estudado
para hemiplegia alternante da infância (AHC). Estudos
abertos e de coorte retrospectivos mostram consistentemente que
a flunarizina reduz a frequência, a duração e a gravidade dos episódios
hemiplégicos e paroxísticos
✔ Atualmente, não existe terapia modificadora da doença para a
AHC. O tratamento permanece sintomático e multidisciplinar, com
a flunarizina como primeira linha e a consideração de terapias adjuvantes
(topiramato, dieta cetogênica,) em casos refratários.
✔ O desenvolvimento de modelos robustos de camundongos para as
mutações comuns do ATP1A3 (D801N, E815K) possibilitou testes
pré-clínicos rigorosos e facilitará a futura translação para estudos
em humanos
✔ Nenhuma outra terapia modificadora da doença ou de medicina de
precisão atingiu o estágio de ensaio clínico para AHC até 2026
✔ Na literatura consultada não existem dados que comprovem a
eficiência/superioridade das terapias pleiteadas em
comparação com os tratamentos convencionais
✔ Ainda não existe consenso na literatura quanto ao uso de canabidiol para tratamento da epilepsia refratária
✔ Anexo nota Hospital Sirio Libanês de uso de canabidiol no
tratamento de epilepsia
✔ Nenhuma das terapias reconhecidas para tratamento do caso em
tela foram solicitadas