2023.0004391 - 4395- 4396 4397-4398 - Eylia ou Lucentis - RD - NATJUS TJMG
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Data
2023-09-18
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Resumo
Retinopatia Diabética
A retinopatia diabética é uma complicação comum do diabetes mellitus, afetando até 39% da população diabética no Brasil.
Existem dois tipos: não proliferativa (estágio inicial) e proliferativa (avançada), sendo a última mais grave e associada a hemorragias e perda de visão.
O tratamento visa estabilizar o sistema vascular e reduzir o risco de perda visual, envolvendo controle rigoroso dos níveis glicêmicos e uso de medicamentos antiangiogênicos.
Tratamento e Medicamentos
Os principais tratamentos incluem injeções intravítreas de anti-VEGF, como ranibizumabe (Lucentis), bevacizumabe (Avastin) e aflibercepte (Eylia).
O Avastin é utilizado off label para retinopatia diabética, embora sua bula indique uso para câncer. É o mais econômico entre os antiangiogênicos.
O tratamento com anti-VEGF é considerado superior à fotocoagulação a laser, especialmente para edema macular diabético.
Disponibilidade e Diretrizes
O SUS disponibiliza os anti-VEGF (aflibercepte e ranibizumabe) para tratamento de edema macular diabético, conforme protocolos estabelecidos.
A responsabilidade pela aplicação das injeções intravítreas é da Secretaria Estadual de Saúde, com encaminhamentos para tratamento fora do domicílio quando necessário.
Conclusões
Os medicamentos solicitados têm indicação para a condição do paciente.
Os anti-VEGF são intercambiáveis para o tratamento do edema macular diabético.
A literatura recomenda acompanhamento regular do paciente para avaliar a eficácia do tratamento, podendo ser necessário modificar ou suspender o uso conforme a resposta clínica.
Não foram identificados elementos que justifiquem a elaboração de nova nota técnica, e as informações disponíveis no SUS são atualizadas e acessíveis.