NT 2023.0003575 TDHA Venvanse 2 - NATJUS TJMG
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Data
2023-05-11
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Resumo
trata-se de paciente de 25 anos, com diagnóstico de
transtorno de déficit de atenção com hiperatividade. Apresenta prejuízo
nas habilidades escolares e sociais, funções executivas, com
comportamento impulsivo e desorganizado. Necessidade de Venvanse
70mg, para melhora acadêmica, social e das funções executivas.
O TDAH pode se apresentar de três maneiras: com predomínio
de desatenção; de hiperatividade-impulsividade. Com o tempo, pode
haver mudança na forma de apresentação dessa condição clínica.
Geralmente os sintomas de hiperatividade e impulsividade aparecem
mais cedo (aos 3-4 anos de idade) enquanto a desatenção se torna mais
evidente ao iniciar o período escolar (5-7 anos). Esses sintomas tendem
a persistir na vida adulta, sendo 4 vezes mais frequente nos meninos.
No gerenciamento do TDAH, dada à complexidade dessa
condição, preconiza-se a intervenção multimodal, incluindo
intervenções não medicamentosas (precisamente intervenções cognitivas
e comportamentais) para melhora dos sintomas deste transtorno, no
controle executivo e no funcionamento ocupacional e social. O
tratamento farmacológico, quando necessário baseia-se principalmente
na administração de substâncias psicoestimulantes do SNC de curta,
média e longa duração, como as anfetaminas, MPH e LDX que atuam
como agonistas indiretos desses neurotransmissores. Entretanto, não
deve ser indicado para todos os pacientes, uma vez que os
estimulantes não são destinados para indivíduos que exibem sintomas
secundários a fatores ambientais e/ou outros transtornos psiquiátricos primários, incluindo psicose. O MPH (ritalina®) e o LDX (venvanse®) são
consideradas como drogas de primeiras escolha que possibilitam a
diminuição dos sintomas motores, impulsividade e desatenção, bem
como melhoria das interações sociais e desempenho acadêmico. O
MPH é recomendado como tratamento de primeira escolha para TDAH,
devido ao maior número de estudos clínicos. Outras drogas como
antidepressivos, imipramina, nortriptilina, atomoxetina, desipramina ou
bupropiona e antipsicóticos, como tioridazina ou risperidona, são úteis
somente em casos específicos para controle do comportamento,
especialmente quando há retardo mental.
O LDX não está listada na RENAME, e não é a medicação de
melhor custo-efetividade para o tratamento desse transtorno, não
sendo, portanto, dispensada pelo SUS. Revisão da literatura em relação
as MPH e LXD mostraram que há maior risco de eventos adversos
gerais com a LDX, porém, quanto à eficácia, as evidências disponíveis
sugeriram que os dois medicamentos não apresentam diferenças
significativas. A Conitec recomendou a não incorporação no SUS do
MPH e da LDX para o tratamento do TDAH. Como a análise não
apontou diferença significativa entre as duas substâncias em termos
de melhora clínica, optou-se por considerar apenas a dimensão
econômica para estabelecer a opção mais vantajosa para o SUS. A
recomendação do Plenário considerou o elevado aporte de recursos
financeiros apontado na análise de impacto orçamentário bem como a
baixa/muito baixa qualidade das evidências científicas relacionadas à
eficácia e a segurança dos medicamentos em questão. Entretanto
alguns Estados e Municípios, como Belo Horizonte, dispensam o MPH,
conforme protocolos específicos nos CAPSi, para tratamento da
esquizofrenia e CEPAI, unidade da FHEMIG, em Belo Horizonte. Além
disto o SUS dispõe de psicoterapia, individual ou em grupo e
alternativamente de drogas antidepressivas tricíclicas, especialmente a
nortriptilina e a amitriptilina e antipsicóticos como a risperidona.
Descrição
Palavras-chave
Dimesilato de Lisdexafetamina (Venvanse), transtorno de déficit de atenção com hiperatividade