NT 2024.0005186 LMC Internação - NATJUS TJMG

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2024-08-01
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Resumo
A LMC é uma doença mieloproliferativa caracterizada por 3 fases, cujo tratamento de cura é o TCTH-AL, que por sua toxidade não é indicado ao idoso. A LMC caracteriza-se por três fases distintas: fase crônica, fase de transformação ou acelerada, e crise blástica. Conforme PCDT da LMC do SUS a fase de transformação, não tem definição clara, dura 4 a 6 meses, sendo observado o agravamento da doença e o aumento das células progenitoras em relação às células diferenciadas. Tem por característica a presença de uma das seguintes condições: neutrofilia, esplenomegalia, trombocitose, trombocitopenia persistentes ou em elevação, sendo a esplenomegalia e trombocitose observada mesmo na vigência de tratamento; evolução citogenética clonal em comparação ao cariótipo inicial, com aparecimento de novas anomalias cromossomiais (além da translocação cromossômica 9;22); basofilia > a 20% no sangue periférico ou contagem de blastos entre 10% e 19% no sangue periférico ou na medula óssea. A fase conhecida como crise blástica dura poucos meses e se caracteriza por rápida expansão das células blásticas mielóides ou linfóides-diferenciadas. Nessa fase há presença de 30% ou mais de blastos no sangue periférico como no caso em tela (74% de blastos), ou medula óssea ou pela presença de doença blástica extra-medular podendo haver transformação tumoral., sendo indicado internaçãoÉ usualmente fatal e pacientes que evoluem para essa fase tem mediana de sobrevida de 3 a 12 meses. Os achados clínicos incluem fadiga, fraqueza, perda do apetite, febre, perda de peso, sudorese noturna, aumento do baço e/ou fígado, infecções freqüentes, sangramento, púrpuras. As alterações laboratoriais mais comuns são diminuição ou aumento na contagem de plaquetas, aumento na contagem de leucócitos. O diagnóstico de LMC pode ser realizado com hemograma completo, aspiração e biopsia da medula óssea e pesquisa do cromossomo Ph. O diagnóstico genético requer a demonstração da presença de pelo menos um dos seguintes achados: cromossoma Ph em exame citogenético; translocação t(9;22)(q34;q11) em leucócitos do sangue periférico ou da medula óssea – convencional ou por método molecular de hibridização in situ - ou produto do rearranjo BCR-ABL no sangue periférico, por reação em cadeia da polimerase em tempo real (RT PCR), Os testes atualmente disponíveis no SUS são: citogenética padrão. A análise citogenética padrão é considerada padrão ouro, podendo revelar cromossomo Ph + em 90% dos pacientes. No entanto, nem sempre há associação entre achados da citogenética e expressão molecular do gene fusionado BCR-ABL1. Vale ressaltar que não existindo solicitação de procedimento diverso, não contemplado pelo SUS, que requeira avaliação de indicação, imprescindibilidade, substituição ou não pelo NATJUS, mas necessidade melhor articulação de fluxos, competência esta, do gestor local no caso o município de Belo Horizonte, que deve prover a internação para abordagem adequada do caso.
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