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URL: https://bd.tjmg.jus.br/jspui/handle/tjmg/12529

Título: NT 2512 2021 - Pos cirurgia bariatrica Cirurgia reparadora - NATJUS TJMG
Autores: NATJUS - TJMG
Palavras-Chave: Dermolipectomia crural (coxas), dermolipectomia abdominal, tratamento de diástase dos músculos retos abdominais, dermolipectomia braquial (braços), mastopexia com inclusão de prótese de 300 ml
flacidez generalizada, gerando infecções, dermatites e intertrigo, além de problema psiciológicos
Data: 7-Dez-2021
Resumo: trata de RAA, 39 anos, com história de obesidade, baixa auto-estima, depressão, alteraçõesdo metabolismo e das taxas sanguíneas, hipertensão arterial, asma, diabetes. Passado de várias tentativas para emagrecer, inclusive uso de balão intragástrico sem sucesso. Uso de fluoxetina, diazepam, losartan, metformin e aerolin. Submetida a cirurgia bariátrica em 2019, com sucesso técnico, perda de 45 quilos e melhora da auto-estima, disposição física, taxas sanguíneas, suspensão das drogas para diabetes e hipertensão. O tratamento requerido, segundo a literatura, não tem caracter de emergência, nem indicação clínica exclusiva para proteção à saúde. Tão pouco é imprescindível pois caso não ocorra, não resulta em danos e/ou sequela aos pacientes. Não é critério de cura para lesões de pele como infecções cutâneas. Embora possa melhorar o contorno corporal, não resultará em forma corporal perfeita e nem satisfação plena do paciente. Consequentemente muitos pacientes (33%), apresentam índice de insatisfação com o contorno corporal. O próprio cirurgião avaliador do caso, ressalta que o resultado estético pode não ser o almejado. Também, não é critério de tratamento de distúrbio de comportamento. Deve ser antecedido de avaliação criteriosa com presença de estabilidade ponderal, condições clínicas, psicológicas e nutricionais adequadas, além da modificações dos hábitos de vida para correção de muitos dos problemas estéticos e de recidivas da obesidade. A despeito da requisição feita, conforme a literatura, a cirurgia reparadora só deve ser indicada 2 anos após a cirurgia bariátrica, o que já ocorreu no presente caso, com a estabilização do peso em IMC < 30, e se houver sobra de pele e excesso gorduroso que prejudiquem a locomoção e o equilíbrio da paciente, características estas não apresentadas no caso.
URI: https://bd.tjmg.jus.br/jspui/handle/tjmg/12529
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